quarta-feira, 17 de junho de 2015

Sobre formigas e caminhos



Amo formigas.
Mas já matei várias por querer.
Eu e meus irmãos menores brincávamos de fazer sepultamento de formiga, atrás da Igrejinho de Nossa Senhora de Belém, num bairrp chamado Parque Felicidade.
Deveria ter outro nome em formiguês...
Bem, como nunca achávamos formigas mortas...
Eu era artesã. Fazia as cruzes de palitos de fósforo. Mas matava também, fazendo bolinha delas com os dedos, ou amassando seus corpinhos compra a areia do chão.
Quando chegava a hora da missa, iam nos chamar.
Como eu gostava quando o frei fazia coro com a gente: lado direito e lado esquerdo da igreja.
"Eis o Pão da vida. Eis o pão do céu. Que alimenta ao homem, em marcha para Deus", tudo cantado em duas vozes!
Ainda me emociono.
Hoje pulo as formigas quando as vejo. Ando sem matar nenhuma!
Mas não tenho vergonha de contar o que fiz quando era criança. Só um tiquinho.
Continuo em marcha...

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